segunda-feira, 24 de março de 2014

Ela, sempre ela!

Ela é imprevisível! Nunca sei quando vai chegar, se virá mesmo ou se vai me abandonar de uma vez! Me deixa maluca!! 

Às vezes, através de um relance ou uma música, chega sem aviso, trazendo um frescor, fluindo. Flui tanto que fica até difícil parar, acalmar, administrar. Então ela se vai...
sem avisar também! Me deixa aos devaneios, procurando, onde será que foi parar? Essa... essa... argh!

Às vezes demora a ir embora. Se comporta, fica ali no seu cantinho permitindo que eu a veja, tranquilizando-me dizendo que veio pra ficar, relaxando minha ansiedade. Juntas produzimos, pensamos, somos adoráveis, inteligentes, engraçadas... a gente sabe conviver e juntas, certamente, somos melhores. Ela me faz bem. Mas quando se vai, fica o imenso vazio. Nem se despede! Nenhum agradecimento, desculpas, simplesmente bate a porta ao sair e nem olha para trás. Poxa! E a nossa amizade? Podia ter ao menos consideração... É sempre assim, um ciclo: a alegria da chegada, a comemoração, os dias produtivos, os momentos de harmonia, a partida infeliz, a louca procura, os urros de insatisfação, uma pequena sensação de abandono e, de novo, a chegada.

Mas, essa é a sua natureza: a imprevisibilidade faz parte do que ela é. Esse mau-hábito de ser indomável, "insegurável", livre, na verdade, é muito bom, pois de outra maneira ela seria inútil. 

Só me resta esperar que ela volte logo, pois a falta dela está rendendo maus frutos, como este texto, por exemplo. Volte logo, Inspiração.

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